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Anúncio : O “Souza” - Paiva Netto

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Page Views: 42
Data Publicação: 16/10/2008
Última Atualização: 16/10/2008

Descrição:

De vez em quando, alguém chega para dialogar e vem com aquela conversa: “Ah! Não sei mais o que faço! Dá tudo errado na minha vida! Até Deus se esqueceu de mim!” Aí me lembro de uma página que, há alguns anos (e bota anos nisso!), recebi datilografada por uma ouvinte atenta de meus programas radiofônicos. Uma historinha criada por Brad Lohr e Helene Lorber, que vou repetir de memória. Quem tiver o original, por obséquio, consiga-me uma cópia. E, desde já, agradeço! É bem interessante e instrutiva para aqueles que precisam de maior decisão em suas vidas e que, portanto, não devem agir, de forma alguma, como o “Souza”: “Durante uma enchente, o ‘Souza’ estava sentado no telhado da sua casa, com água já lhe chegando aos pés. Pouco depois, passou um homem numa canoa e gritou: “— Ei! Quer uma caroninha até um lugar mais seguro? “— Não, obrigado! — respondeu. — Tenho fé no Senhor e Ele vai me salvar! “Em pouco tempo a água subiu até a cintura do nosso herói. Foi quando veio uma lancha e alguém, aos brados, o chamou: “— Você aí! Quer uma ajudazinha até um terreno mais elevado? “— Não, grato! Confio no Senhor. Ele me salvará! “Posteriormente, um helicóptero atravessou os ares, e o teimoso do ‘Souza’ já estava de pé no telhado, com água pelo pescoço. “— Agarre a corda! — clamou o piloto. — Vou puxar Você para cá! “— Não, muito agradecido — redargüiu —, mas não posso ir. Acredito no Senhor e Ele há de me salvar! “Afinal, foi arrastado pela inundação. Depois de muitas horas nadando, o pobre homem, exausto, afogou-se e foi procurar a sua recompensa divina. Ao chegar aos portais do Céu, encontrou o Criador e lamentou-se do que lhe havia ocorrido: “— Senhor, acreditei em Vós e acabei morrendo! Que foi que aconteceu? “Deus então lhe falou assim: “— Ora, ‘Souza’, de que estás reclamando?! Mandei-te dois barcos e um helicóptero, e tu não te valeste das oportunidades que te ofereci...” Não sejamos, pois, como o “Souza” que, a pretexto de uma salvação “supermilagrosa”, bem ao gosto dos levianos e dos preguiçosos, que Deus lhe mandara, acabou morrendo afogado... Não quis valer-se de todos os socorros que Ele lhe enviara, por meio de barcos e até mesmo helicóptero. Para quem está com Deus, obstáculos são estímulos. Barreiras podem ser o tormento dos falhos de ânimo. Representam, contudo, molas impulsoras dos homens que se obstinam por um Ideal. Há um pensamento russo que singulariza uma advertência a todos os ociosos: “Creia em Deus, mas continue nadando para a praia”. Alziro Zarur (1914-1979) dizia: “Faze a tua parte, que Deus fará a parte Dele”. Ainda a Solidariedade Recebi da dra. Elaine Camargo, conceituada odontóloga gaúcha, esta singela mensagem: “Caríssimo Paiva Netto, suas palavras são bálsamos para as dores da alma ou inspirações para nossa caminhada. Seu artigo sobre Sentido da Solidariedade publicado em ‘O Sul’, no último dia 31/3, traz luz às causas de nossos eventuais fracassos. “Quem não se deparou com ideais não realizados e o ‘morrer na praia’ em sua vida? Eu me perguntava: ‘Mas por quê?’ “Espera-se que, se fizer tudo certo, se tiver boa intenção, o resultado desejado deve ser conquistado. Entretanto, muitas frustrações ocorrem e nos deparamos com aquele frio na barriga e a pontada no coração, provenientes da insegurança gerada pelo esforço perdido e, principalmente, pela queda do sonho não realizado. “Lendo seu artigo, entendi que é preciso mais, que é preciso valorizar quem está ao nosso lado, quem embala nossos sonhos. Não vai só à luta o guerreiro. Muitas vezes depreciamos os pequenos apoios, magoamos nossos familiares na busca do atingir metas. “Obrigada por mais uma vez orientar minha caminhada, por mostrar que valorizar minha fragilidade é motivo para não reconhecer a fragilidade de meu próximo”. Grato, prezadíssima dra. Elaine, por suas motivadoras palavras. Código de conduta O radialista Mário Augusto Brandão também me escreveu a respeito: “Num mundo em que o individualismo, a segregação e a intolerância lutam por moldar os caracteres da sociedade moderna, seus escritos são ferramentas imprescindíveis a desobstruir os diques que, por milênios, impedem os afluentes da consciência a desaguar no oceano do entendimento, na busca de uma sociedade digna de se denominar solidária. “O exemplo do quanto a solidariedade permeia a ação do ser humano nas mínimas situações faz-nos perceber que ela pode ser comparada ao ar que respiramos, portanto, inerente à nossa sobrevivência. “Livra-a do rótulo de tema excelente tão-só para a literatura poética, mostrando-a como capítulo imperioso de política pública vitoriosa. “São textos assim que fazem com que não percamos a esperança de um dia, não tão distante, poder contribuir para que a solidariedade seja o mais relevante código de conduta entre as nações”. Grato por mensagens tão significativas, concernentes aos meus modestos escritos. E continuemos na luta por um Brasil melhor e por uma Humanidade mais feliz!

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor. paivanetto@uol.com.br

Cidade: Maceio
Endereço: Av Muniz Falcao 350
Pessoa de Contato:   Verônica Alexandre
Telefone: 82 88341768
Site: http://www.paivanetto.com.br
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