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Anúncio : “Não há morte em nenhum ponto do universo”

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Data Publicação: 10/11/2008
Última Atualização: 10/11/2008

Descrição:

Quando meus pais faleceram, muito padeceu o meu coração. Contudo, prontamente comecei a entoar comovido colóquio com o Criador, amenizando a saudade e lhes transmitindo mensagens de paz e de gratidão. Logo senti que continuavam vivos, porque os mortos não morrem. E, quando se ora, a alma respira, fertilizando a existência humana. Fazer prece é essencial para desanuviar o horizonte do ser. Alziro Zarur (1914-1979) ensinava que “Deus não nos criou para nos matar” e que “não há morte em nenhum ponto do universo”. Assunto de que voltaremos a falar. Minha solidariedade, pois, aos que sofrem a aparente ausência de seus entes queridos. Mas tenham certeza de que realmente os mortos não morrem. Um dia, todos haveremos de nos reencontrar.

“Tudo o que é natural/ Não é um sofrimento./ A noite não é negra/ E nem a morte é triste./ A noite é puro engano,/ A morte não existe/ E a dor é uma ilusão do nosso sentimento.” Alentadora palavra deixada a nós pelo poeta português Teixeira de Pascoaes (1877-1952), coincidentemente nascido num “dia de finados”. Que Deus o tenha em bom lugar.

 

Dia de Finados                  

A ocasião me recorda o pronunciamento do saudoso papa João Paulo II (1920-2005), em 2 de novembro de 1983, ao se dirigir aos peregrinos reunidos na Basílica de São Pedro, em Roma, no qual definiu: “O diálogo com os mortos não deve ser interrompido, pois na verdade a vida não está limitada pelos horizontes do mundo...”. Daí a precisão de refletirmos sobre esse ponto. É compreensível que sintamos saudade dos que partiram, mas não nos devemos exceder em lágrimas, porque a nossa aceitável dor pode perturbar-lhes, no plano espiritual, a adaptação à nova existência.

 

Lições do fenômeno inafastável

Dia virá que alguns pensadores não mais prescindirão dessa realidade confortadora. Deveriam, sobretudo, elucubrar a respeito da morte e não procurar explicações unicamente materiais para um fenômeno irremovível que envolve o espírito. Quando desperta no “outro mundo”, a surpresa para muita gente é grande.

Há quem possa sorrir dessas modestas ilações. No entanto, os imprescindíveis cultores do intelecto não se podem designar donos de uma certeza inamovível. Não se apraz com a boa índole de seu labor. De outra maneira, seu pensamento deixaria de ser ciência, visto que a incessante investigação provoca justamente o crescimento da cultura.

Há décadas, o sempre lembrado Zarur concluiu que “Deus criou o ser humano de tal forma que ele só pode ser feliz praticando o bem”, porquanto é preciso existir amor desde o coração do homem do pensamento até o do ser mais simples, de modo a derribar a mentalidade esterilizadora do ódio que vive a castrar o avanço menos delituoso da civilização.

 

Espiritualização ecumênica

A morte não interrompe a vida, portanto o aprendizado não tem fim. Na Terra ou no céu da Terra, prosseguimos trilhando o caminho da eternidade.

No meu livro “As Profecias sem Mistério” (Editora Elevação), capítulo “Progresso sem destruição”, afirmo que nenhum país progride sem boas escolas, posto que, entre outros benefícios, elas promovem a produtividade. E no milênio terceiro, a espiritualização ecumênica das massas tornar-se-á fator inarredável. Desce das alturas a certidão de óbito da era macabra da intolerância religiosa ou acadêmica, tanta vez semeada no altar ou na banca de estudo.

Que a Paz de Deus esteja agora e sempre com todos! E vamos em frente, trabalhando, realizando e atuando com decisão, coragem, solidariedade, porque Deus está presente!

                    

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@uol.com.brwww.boavontade.com

Cidade: Maceio
Endereço: Av Muniz Falcao 350
Pessoa de Contato:   Verônica Alexandre
Telefone: 82 88341768
Site: http://www.paivanetto.com.br
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