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Anúncio : A lógica não concebe barreiras - Paiva Netto

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Page Views: 71
Data Publicação: 23/04/2008
Última Atualização: 23/04/2008

Descrição:
Em 18 de outubro de 2000, a cidade de Brasília/DF, Brasil, serviu de cenário para um dos maiores feitos à integração entre Fé e Ciência. Naquele ano, sob os auspícios do entendimento, a Legião da Boa Vontade realizava, no Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica (o ParlaMundi), a primeira plenária do Fórum Mundial Permanente Espírito e Ciência, da LBV. Um dos objetivos do evento foi o de promover o intercâmbio entre o conhecimento científico e as várias tradições religiosas e espiritualistas, além de estruturar novos paradigmas para o desenvolvimento sustentável de uma sociedade fraterna, solidária e equânime, a partir de uma perspectiva espiritual e ecológica que garanta a Paz Mundial.

Por oportuno, apresentamos aos prezados leitores de BOA VONTADE trechos da revista Ciência e Fé na Trilha do Equilíbrio, especialmente escrita por Paiva Netto para o encontro. O material é fruto de seus improvisos, ao longo de décadas, no rádio, na TV e em palestras.

Boa leitura!

Nada, em Ciência, se encontra em sua forma derradeira.
Foge à lógica conceber barreiras intransponíveis para uma especialidade essencial ao desenvolvimento humano, em que pesquisar, analisar, concluir — pesquisar de novo, mais uma vez analisar para concluir em amplitude de reflexão ad infinitum — é a base de sua luminosa lide. Mormente agora, quando o mundo está se transformando muito depressa.

No livro A loucura sob novo prisma, escreveu o Dr. Adolfo Bezerra de Menezes*1 (1831-1900), que foi médico, professor, orador, político, Presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, cargo equivalente, hoje, ao de Prefeito Municipal: “A prova de que nada sabemos do Infinito Saber, que é nosso destino conquistar, encontra-se no fato de que a Ciência caminha sempre, sem que possa afirmar: toquei o marco terminal”.

Isso significa dizer, para argumentar, que a Ciência, com destaque para o seu ramo chamado Sociologia, não pode ser aprisionada numa torre de marfim. Sua área de influência, numa aliança com a Religião, abrange tudo que represente o exame apurado do fenômeno humano, social e espiritual na Terra, como na concepção do físico norte-americano Brian Swimme, citado pelo escritor Eduardo Castor Borgonovi*2: “Estou convencido de que qualquer visão do Universo que não nos deixa chocados não tem importância para nós. Não precisamos de visões sensatas. Precisamos das mais chocantes e fantásticas visões do Universo que pudermos encontrar”.

Ciência e pesquisa incansável

O renomado astrônomo e físico Ronaldo Rogério de Freitas Mourão foi o primeiro brasileiro a ter um asteróide com o seu nome. Em entrevista à Super Rede Boa Vontade de Rádio, em março de 2000, assim se expressou: “A Ciência é um processo de conhecimento da Natureza que utiliza uma série de métodos. O científico é exatamente o da comprovação. Levantamos uma hipótese, submetendo-a a experiências que comprovam ou não a hipótese anterior. O principal objetivo da Ciência é sempre estar colocando em dúvida aquilo que afirmamos. Não há uma Ciência absoluta (...). Não acreditamos em alguma coisa porque simplesmente acreditamos, mas, sim, sempre questionando a probabilidade de existir ou não o que foi analisado”.

Desintegrar preconceitos

Albert Einstein (1879-1955), em 1940, dirigindo-se à Conferência sobre Ciência, Filosofia e Religião, no Seminário Teológico Judaico da América, em Nova York, declarou: “A Ciência só pode ser criada por aqueles que estão totalmente imbuídos de aspiração à verdade e à compreensão. A fonte deste sentimento, no entanto, emana da esfera da Religião. A ela também pertence a fé na possibilidade de que as regras válidas para o mundo da existência sejam racionais, isto é, compreensíveis à Razão. Eu não posso conceber um cientista genuíno sem essa fé profunda”.

Ademais, como observou o ilustre professor Walter Bagehot (1826-1877): “Uma das maiores aflições para a natureza humana é a angústia que lhe causa uma idéia nova”.

O velho Einstein estaria de pleno acordo com o economista britânico, porque no século seguinte, o vigésimo, que está se findando, viria a dizer: “(...) é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”.

O criador do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, engenheiro Hernani Guimarães Andrade, nome conceituado entre investigadores científicos de várias nacionalidades, destaca em seu livro A transcomunicação através dos tempos um parecer apreciável do Nobel de Medicina, fisiologista e pensador francês Charles Richet (1850-1935), fundador da Revista de Metapsíquica, que também teve de arrostar a convenção: “Sei demasiadamente bem (por minha própria experiência) quanto é difícil crer naquilo que se viu, quando o que foi visto não está de acordo com as idéias gerais, vulgares, que formam o fundo dos nossos conhecimentos”. (...)

Além do saber convencional

O célebre enunciador da Teoria da Relatividade, que costumava advertir que “Deus não joga dados com o Universo”, não escondia sua aptidão para a necessidade de libertar a mente, de forma que ela possa alçar vôos infinitamente mais altos: “Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio e eis que a verdade se me revela”.

Ora, os silêncios de Einstein foram de suprema valia para a evolução da Humanidade.

_____________________________

Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti — Conhecido também como o Médico dos Pobres, por causa de sua extrema dedicação aos menos favorecidos. Presidiu a Federação Espírita Brasileira (FEB).

*² Jornalista Eduardo Castor Borgonovi, que voltou à Pátria Espiritual em 29/12/2000, cita o físico norte-americano Brian Swimme na sua obra O Livro das Revelações.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. É Diretor-Presidente da Legião da Boa Vontade.

Cidade: Maceio
Endereço: Av Muniz Falcao 350
Pessoa de Contato:   Verônica Alexandre
Telefone: 82 88341768
Site: http://www.paivanetto.com.br
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José de Paiva Netto
 


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